Música maravilhosa
http://www.youtube.com/watch?v=1kTKa4jxHKI&feature=colike
sexta-feira, 3 de agosto de 2012
quinta-feira, 26 de julho de 2012
FONTE E BANHOS DE ST EUFÉMIA | SINTRA
A foto do lado direito superior é de 2010. As outras são de Jan. 2012, após uma pequena limpeza do local por nós. (imagem do cap VII)
http:// sintra-subterranea.blogspot.pt/ 2012/01/ da-fonte-e-dos-banhos-de-santa- eufemia.html
(fotos de 2010-2012)
A foto do lado direito superior é de 2010. As outras são de Jan. 2012, após uma pequena limpeza do local por nós. (imagem do cap VII)
http://
(fotos de 2010-2012)
POMBAL ROMANO (?) | BOLELAS - SINTRA - Já foi destruído. Assim vai o nosso património, muitas vezes desconhecido, ou mal estudado. A incúria, o descaso, a ignorância e a apatia das autoridades competentes (quando não o conluio), contribuem para a delapidação dos valores edificados e também da paisagem portuguesa.
domingo, 15 de julho de 2012
Um poema de Giordano Bruno dos "Furores Heróicos"
« BENCH'Á TANTI MARTIR...»
Bem que a martírios tu me tens sujeito
... devo-te muito e te sou grato, Amor:
com nobre chaga me rasgaste o peito
e o coração me deste a um tal senhor,
de tão excelso e de tão vivo aspeito,
na terra imagem do divino autor,
Pense quem quer que é ímpio o meu destino,
se morro esp'rança e vivo desatino.
Contenta-me alta empresa;
e quando o fim clamado me escapara,
e em tanto arder minh´alma se gastara,
basta que seja nobremente acesa,
e que eu mais alto ascenda
e do número ignóbil me defenda.
« BENCH'Á TANTI MARTIR...»
Bem que a martírios tu me tens sujeito
... devo-te muito e te sou grato, Amor:
com nobre chaga me rasgaste o peito
e o coração me deste a um tal senhor,
de tão excelso e de tão vivo aspeito,
na terra imagem do divino autor,
Pense quem quer que é ímpio o meu destino,
se morro esp'rança e vivo desatino.
Contenta-me alta empresa;
e quando o fim clamado me escapara,
e em tanto arder minh´alma se gastara,
basta que seja nobremente acesa,
e que eu mais alto ascenda
e do número ignóbil me defenda.
Fica aqui a referência ao livro de Frances A. Yates, Giordano Bruno e a Tradição Hermética (trad. brasileira de Yolanda Toledo), ed. Cultrix, São Paulo e que pode ser encontrada aqui:
http://pt.scribd.com/doc/ 89398950/13/ Giordano-Bruno-e-a-cabala#outer _page_6
Eis o portal dedicado a Giordano Bruno (em italiano):
http:// giordanobruno.filosofia.sns.it/ index.php?id=716
sábado, 14 de julho de 2012
segunda-feira, 25 de junho de 2012
sexta-feira, 22 de junho de 2012
Nota sobre o poeta Sebastião Penedo e 2 poemas
Sebastião Penedo (Alvito,1945 - Lisboa, 2002)
Apareceu morto nas águas o Tejo, há cerca de dez anos. Ninguém sabe se foi suicídio, se foi descuido. Parece o mesmo, bem vistas as coisas. Tinha um problema com o alcoól, com a solidão, com a vida. Nos últimos tempos parecia ter perdido o sentido de tudo. O funeral foi em Alvito, a aldeia manuelina onde nasceu em Novembro de 1945. Disseram-me que vei...o muita gente de Lisboa, amigos das letras, que não esquecem a simplicidade de um homem que não pediu nada e não esperava nada. E que, como se viu, não teve nada. Sobraram pelo menos quatro livros de versos [talvez mais, mas não encontro rasto deles], algumas dezenas de poemas de uma simplicidade por vezes arrebatadora, de um lirismo eólico.
Apenas lhe conheço quatro livrinhos de versos:
Livro de Versos [1969]
Claridade [1973]
Meu Silêncio Amigo [1977]
Sumo Natural [1979]
(Não se sabe se há mais obras publicadas ou a publicar, até ao momento)
Colaboração: NOVA 2 [Outomo, 1976]
MOVIMENTO SIMPLES
Não nos ficam mal estes sentimentos
de simplificar as coisas mais difíceis
descansar um pouco quando nos cansamos
ou mudar a roupa se os ombros pesam
Não nos fica mal uma brincadeira
o inteligente regresso à infância
correr e ladrar com o nosso cão
confiar nos ares dentro da cabeça.
Inventar os outros leves mais felizes
livres e serenos mesmo ao pé da gente
não nos ficam mal estes sentimentos
um pouco de humor - o amor contente.
***
RECOLHIMENTO
A água corria do poço
para os gamelões frescos.
Folha dormideira,
imitava os açudes,
o sossego murmurado da ribeira.
O pastor assobiava,
em cuidado, em sintonia
com os pássaros ajudas.
Embebidos, os animais bebiam.
Apareceu morto nas águas o Tejo, há cerca de dez anos. Ninguém sabe se foi suicídio, se foi descuido. Parece o mesmo, bem vistas as coisas. Tinha um problema com o alcoól, com a solidão, com a vida. Nos últimos tempos parecia ter perdido o sentido de tudo. O funeral foi em Alvito, a aldeia manuelina onde nasceu em Novembro de 1945. Disseram-me que vei...o muita gente de Lisboa, amigos das letras, que não esquecem a simplicidade de um homem que não pediu nada e não esperava nada. E que, como se viu, não teve nada. Sobraram pelo menos quatro livros de versos [talvez mais, mas não encontro rasto deles], algumas dezenas de poemas de uma simplicidade por vezes arrebatadora, de um lirismo eólico.
Apenas lhe conheço quatro livrinhos de versos:
Livro de Versos [1969]
Claridade [1973]
Meu Silêncio Amigo [1977]
Sumo Natural [1979]
(Não se sabe se há mais obras publicadas ou a publicar, até ao momento)
Colaboração: NOVA 2 [Outomo, 1976]
MOVIMENTO SIMPLES
Não nos ficam mal estes sentimentos
de simplificar as coisas mais difíceis
descansar um pouco quando nos cansamos
ou mudar a roupa se os ombros pesam
Não nos fica mal uma brincadeira
o inteligente regresso à infância
correr e ladrar com o nosso cão
confiar nos ares dentro da cabeça.
Inventar os outros leves mais felizes
livres e serenos mesmo ao pé da gente
não nos ficam mal estes sentimentos
um pouco de humor - o amor contente.
***
RECOLHIMENTO
A água corria do poço
para os gamelões frescos.
Folha dormideira,
imitava os açudes,
o sossego murmurado da ribeira.
O pastor assobiava,
em cuidado, em sintonia
com os pássaros ajudas.
Embebidos, os animais bebiam.
domingo, 10 de junho de 2012
Camões «O dia em que nasci moura e pereça»
10 de Junho - dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas
O dia em que nasci moura e pereça,
Não o queira jamais o tempo dar;
Não torne mais ao mundo, e se tornar,
Eclipse nesse passo o Sol padeça.
A luz lhe falte, o Sol se lhe escureça,
Mostre o mundo sinais de se acabar,
Nasçam-lhe monstros, sangue chova o ar,
A mãe ao próprio filho não conheça.
As pessoas pasmadas, de ignorantes,
As lágrimas no rosto, a cor perdida,
Cuidem que o mundo já se destruiu!
Ó gente temerosa não te espantes,
Que este dia deitou ao mundo a vida
Mais desgraçada que jamais se viu!
LUÍS DE CAMÕES
O dia em que nasci moura e pereça,
Não o queira jamais o tempo dar;
Não torne mais ao mundo, e se tornar,
Eclipse nesse passo o Sol padeça.
A luz lhe falte, o Sol se lhe escureça,
Mostre o mundo sinais de se acabar,
Nasçam-lhe monstros, sangue chova o ar,
A mãe ao próprio filho não conheça.
As pessoas pasmadas, de ignorantes,
As lágrimas no rosto, a cor perdida,
Cuidem que o mundo já se destruiu!
Ó gente temerosa não te espantes,
Que este dia deitou ao mundo a vida
Mais desgraçada que jamais se viu!
LUÍS DE CAMÕES
Tindersticks, A marriage made in heaven
Tindersticks http://www.youtube.com/watch?v=XMhQIYlFxlM&feature=colike
terça-feira, 5 de junho de 2012
Cesare Pavese "Verrà la morte"
Virá a morte e terá os teus olhos
Virá a morte e terá os teus olhos
esta morte que nos acompanha
da manhã à noite, insone,
surda, como um velho remorso
ou um vício absurdo. Os teus olhos
serão uma palavra vã,
um grito emudecido, um silêncio.
Assim os vejo todas as manhãs
quando sobre ti te inclinas
ao espelho. Ó cara esperança,
nesse dia saberemos também nós,
que és a vida e és o nada.
esta morte que nos acompanha
da manhã à noite, insone,
surda, como um velho remorso
ou um vício absurdo. Os teus olhos
serão uma palavra vã,
um grito emudecido, um silêncio.
Assim os vejo todas as manhãs
quando sobre ti te inclinas
ao espelho. Ó cara esperança,
nesse dia saberemos também nós,
que és a vida e és o nada.
Para todos a morte tem um olhar.
Virá a morte e terá os teus olhos.
Será como deixar um vício,
como ver no espelho
re-emergir um rosto morto,
como ouvir lábios cerrados.
Desceremos ao vórtice mudo.
Virá a morte e terá os teus olhos.
Será como deixar um vício,
como ver no espelho
re-emergir um rosto morto,
como ouvir lábios cerrados.
Desceremos ao vórtice mudo.
trad. de Jorge de Sena
Pirâmides da Bósnia
Pirâmides da Bósnia (site oficial)
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