segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

The poem of the Atoms (do filme Bab'Aziz)




Sinopse

Um poema visual de enorme beleza, uma obra de arte de Nacer Khemir, Baba Aziz encerra a trilogia do deserto. O filme inicia-se com a estória de um dervixe chamado Baba Aziz e sua neta espiritual, Ishtar. Juntos, percorrem o deserto atrás de uma grande reunião de dervixes que ocorre uma vez a cada 30 anos. Tendo a fé como único guia, os dois viajam por vários dias pela imensidão. Para ajudar a suportar a viagem, Baba Aziz passa a contar estórias do príncipe do deserto que contemplava sua alma ao lado de uma pequena piscina. No decorrer da narrativa, os viajantes encontram outros que também contam suas estórias.Repleto de imagens maravilhosas e belíssima música, Nacer Khemir criou uma fábula inédita e encantadora filmada nas areias da Tunísia e do Irã. O roteiro desse filme foi escrito pelo próprio Khemir, em parceria com Tonino Guerra, autor de diversos roteiros de grande sucesso (Amarcord, Night of the Shooting Stars, Blowup, entre outros)

Título Original: Bab'Aziz , le prince qui contemplait son âme
Gênero: Aventura, Drama, Fantasia
Estreia no Brasil: 2006
Duração: 96 minutos

Seven Advices of Mevlana RUMI:

1. In generosity and helping others be like a river.
2. In compassion and grace be like the sun.
3. In concealing others' faults be like the night.
4. In anger and fury be like one who is dead.
5. In modesty and humility be like the earth.
6. In tolerance be like a sea.
7. Either exist as you are or be as you look."

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Grandeza do Homem                                                         

Somos a grande ilha do silêncio de deus
Chovam as estações soprem os ventos
jamais hão-de passar das margens
Caia mesmo uma bota cardada
no grande reduto de deus e não conseguirá                                   
desvanecer a primitiva pegada
É esta a grande humildade a pequena
e pobre grandeza do homem

Ruy Belo, in "Aquele Grande Rio Eufrates"



Giotto, Juízo Universal - fresco 1000x840, capella Arena, Pádua

sábado, 17 de novembro de 2012

Raiz judaica do Cantar Alentejano…



Sempre ouvi dizer que as raízes dos cantares tradicionais alentejanos eram árabes, e que remontavam aos séculos de domínio muçulmano do Sul de Portugal mas, confesso, e apesar de conhecer bastante música árabe, nunca encontrara entre elas qualquer analogia. Inclusive, alguma tentativas de aproximação entre as duas empreendidas por músicos contemporâneos, apesar de agradáveis, tinham sempre um sabor a casamento forçado.
Curiosamente, foi nas sinagogas sefarditas que encontrei melodias que me faziam de imediato lembrar as “modas” alentejanas das terras dos meus país.
As semelhanças encontram-se no todo, mas elas notam-se principalmente em pontos de contacto muito específico – o maior dos quais a sua forma “responsiva”, pois tanto na oração judaica como no cantar tradicional alentejano há um “líder” e um coro que responde. Mas é a forma como essa relação, esse diálogo melódico, se desenrola que parece deixar pouca margem para dúvidas acerca da evidente afinidade.
::PARA OUVIR::

Kedushah, gravada na Sinagoga Portuguesa e Espanhola de Londres, nos finais dos anos 50 e editada em 1960 pela Folkways Records, de Nova Iorque.

Meu Alentejo Querido, pelo Grupo Coral e Etnográfico “Os Ceifeiros de Pias”, editado em 2001 no CD Vozes do Sul.


Madrugada,
banda norueguesa já extinta,

Honey Bee

sexta-feira, 16 de novembro de 2012




"A caridade é o poder de defender aquilo que sabemos indefensável. A esperança é o poder de estar bem disposto em circunstâncias que sabemos desesperadoras. A virtude da esperança existe apenas nos terremotos e nos eclipses. [...] É exatamente no instante em que a esperança deixa de ser razoável é que começa a ser útil. [...] A virtude da humildade, embora seja prática a ponto de vencer batalhas, será sempre paradoxal o bastante para confundir os pedantes."

(G. K. Chesterton - Hereges - Cap. XIII )



                                     
                                        

Pascal

http://lecimetieredamboise.hautetfort.com/archive/2012/11/15/actualites-de-port-royal-la-nuit-de-feu-de-blaise-pascal.html

125 Anos de nascimento de Amadeu


                                                            Amadeu de Souza-Cardoso
                                                                   (125 anos do seu
                                                                         nascimento)

                                                                 
                                                            Amadeu de Souza-Cardoso
                                                      
                                                                 (título desconhecido)
     

Sophia - poema



                                                       Apesar das ruínas e da morte,
                                                       Onde sempre acabou cada ilusão,
                                                       A força dos meus sonhos é tão forte,
                                                       Que de tudo renasce a exaltação
                                                       E nunca as minhas mãos ficam vazias.

                          

                                                                                           Sophia de Mello Breyner
       
 
 Rua Nova dos Mercadores, Lisboa,
pintor anónimo flamengo ou português
 
 (1570-1580)
 
 

Música de Dimitri Cantemiroglu


                                                                     Música Otomana

terça-feira, 30 de outubro de 2012



...Armand Amar...


Duduk - um instrumento da Arménia


Magnífico!!!
http://www.slideshare.net/mfelizardo/quinta-da-regaleira-em-sintra-1441080
Capela Sistina - Miguel ângelo
Uma viagem

http://www.vatican.va/various/cappelle/sistina_vr/index.html 
   Outer Space from Sander van den Berg on Vimeo.
Beda, o Venerável

http://issuu.com/g.l.e./docs/monografico_beda_rd3/29

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Moreia+de+Rei+(43).JPG (image)

Moreira de Rei

Antiquíssima vila e cabeça de um importante concelho, o seu nome lembra a todos os vindouros que Moreira acolheu o rei D. Sancho II quando ia a caminho do exílio de Toledo. Em Moreira de Rei decorreram as negociações nesse sentido, além da retirada do exército estrangeiro, estando presentes, para além de D. Sancho, o infante de Castela, o Conde Lopes de Haro, fidalgos castelhanos...
, leoneses e outros nobres de Portugal que haviam seguido o monarca deposto, de entre os quais o valido e principal causador da desgraça, D. Martim Gil.
Mais do que por esta hospedagem passageira, o povoado é memorável pelas sepulturas escavadas no granito. Era uma imensa necrópole proto-cristã, pois que tais sepulturas são de comum consideradas como dos primeiros tempos do cristianismo peninsular, o que representa muito na determinação da época em que, seguramente, se pode dizer habitado o território da freguesia. A maioria destas sepulturas situa-se nos terrenos que rodeiam a velha igreja de Santa Maria, edifício românico em granito datado do século XII e coroado de merlões. Na porta principal estão gravadas medidas-padrão medievais (côvado, braça, pé).
Alexandre Herculano considerou Moreira uma “espécie de ninho de águias sobre um montão de rochas”, e coroado por elas “o castelo e a cerca exterior meio destruídos, e ultimamente, por um indivíduo de fora que escavou e revolveu toda a entrada do castelo em busca de tesouros”.
São emocionantes as ruínas da antiga fortaleza. O castelo diz-se do tempo dos lusitanos ou da presença romana. Curiosamente alcantilado em enorme formação de mamelões de granito, debruça-se sobre linda vista e embora arruinado, ainda dispõe de alguns panos de muralha e da pitoresca Cadeira d’El-Rei, cavado na rocha, que nos consegue trazer imagens rememorativas do seu passado.
Por Moreira de Rei passava a estrada militar romana, sendo ainda visíveis alguns troços de calçada. Os lugares de Golfar e Esporões foram “villas” de possessores visigóticos, e godos eram também os esposos Rodrigo e Leodegundes a quem a “Moraria” do século X pertencia. E é a sua filha Flâmula quem, em 960, doa o castelo ao Mosteiro de Guimarães, de sua tia Mumadona. Em 1055, Fernando de Leão conquista o castelo aos mouros.
Moreira de Rei teve foral dado pelo primeiro rei de Portugal D. Afonso Henriques, em data desconhecida, confirmado por D. Afonso II em 1217 e foral novo em 1512 com D. Manuel I. As Inquirições de D. Dinis revelaram que no tempo de D. Sancho II, o opulento fidalgo desta região, Fernão de Soveral, aqui fizera uma honra de trinta casais; e havia mais vinte honrados, tendo sido tudo devassado por ordem real. No arrolamento de 1321 citam-se cinco igrejas do concelho de Moreira, sendo a mais importante a de Santa Marinha. O concelho tinha câmara, tribunal e o símbolo da autonomia municipal, o pelourinho de estilo manuelino, assenta em cinco degraus octogonais e a coluna assenta no último. O capitel tem moldura oitavada, encimado pela gaiola com oito esbeltos colunelos. No remate possui a esfera armilar com restos da grimpa.
O concelho de Moreira de Rei, extinto em 1855, abrangia o território das freguesias de Vila de Moreira e das actuais de Cótimos, Valdujo, Terrenho, Torre de Terrenho e Castanheira. Hoje, em superfície, a freguesia de Moreira de Rei é a maior do concelho de Trancoso.

 Localização: Moreira de Rei fica a 9 km da sede do Concelho na E.M. 600
Área: 34,40 km²
População: 673 habitantes
Anexas: A do Cavalo, Casas, Esporões, Golfar, Moinhos das Cebolas, Moreirinhas, Pisão, Valcovo e Zabro
Património: Igreja Matriz, Igreja de Santa Marinha, pelourinho, ruínas do castelo, sepulturas, necrópoles, lagares, cruzeiros e alminhas
Outros Locais: Potro (fraga do feitio de um cavalo), albarda, ródoas e varandão (imagens naturais em pedra) e miradouro do castelo