terça-feira, 18 de fevereiro de 2014
domingo, 16 de fevereiro de 2014
Oito coisas que você não sabia sobre seu sono
Aciência sempre desconfiou que o sono fosse pior durante a lua cheia porque há vários registos de reclamações do tipo, mas só um estudo recente achou uma relação real entre os ciclos lunares e o sono. No estudo, detectou-se que durante a Lua cheia, a actividade cerebral relacionada ao sono profundo caiu 30%, as pessoas demoram mais para dormir e dormem por cerca de 20 minutos menos.
A hipótese é que nosso corpo possa ter uma espécie de relógio lunar que afecte nossos ciclos hormonais de alguma maneira que a ciência ainda não entende.
Sono placebo funciona
Se você acha que dormiu bem, seu dia será melhor, mesmo que na média seu sono tenha sido igual a qualquer outro dia.
Em um estudo recente, cientistas descobriram que se você acredita que dormiu bem, você tem um dia melhor. No estudo, pesquisadores fingiram registar a actividade cerebral das pessoas durante o sono mas e disseram a algumas delas - aleatoriamente - que elas tinham dormido bem. As pessoas que receberam essa informação foram melhor em um teste cognitivo no dia seguinte.
Durma mal, coma pior
Dormir mal aumenta suas chances de querer comer o que não deve. Esse estudo de 2013 identificou que, depois de uma noite de sono complicada, há mais actividade cerebral nas áreas geralmente associadas com recompensas e comportamento impulsivo, o que afecta o auto controle das pessoas e as faz comer mais besteiras e junk food.
Durante o sono, memórias emocionais são catalogadas e fixadas
É importante dormir bem porque é durante o sono que nossas memórias, inclusive as emocionais, são catalogadas e fixadas ou, então, jogadas fora, se o cérebro julgar que você não precisa delas, de acordo com esse estudo aqui.
Dormir ajuda a limpar o cérebro de neurotoxinas ligadas a Alzheimer
Uma pesquisa recente trouxe a ciência mais perto de descobrir exactamente porque a gente dorme: no sono, o cérebro se enche de fluído neuro espinal, que ajuda a limpar toxinas que se acumulam durante o dia e que estão associadas ao surgimento de Alzheimer. Isso pode explicar, inclusive, porque a gente fica meio grogue quando não dorme: é como se nosso cérebro ficasse 'intoxicado'.
Soneca de seis minutos já te deixa descansado
Até uma sonequinha de seis minutos já pode melhorar sua capacidade cognitiva. Esse estudo comprovou que, diante do cansaço, sonecas de 6 minutos foram o suficiente pra deixar as pessoas mais alerta.
O cérebro de quem dorme tarde é diferente
Você gosta de ir dormir cedo ou fica acordado até tarde? Por que, dependendo da situação, seu cérebro pode ter a fisiologia diferente. Uma pesquisa mostrou que quem gosta de ir dormir tarde e de acordar tarde tem menos integridade de matéria branca em várias áreas do cérebro. E baixa integridade nessas áreas está relacionada à depressão e instabilidade cognitiva, em alguns casos - cientistas desconfiam que é porque quem gosta de ir dormir tarde acaba obrigado a acordar cedo porque é assim que a sociedade funciona, e por estarem com o cérebro sempre cansado, podem apresentar instabilidades cognitivas.
Nossos sonhos podem ser influenciados por coisas bizarras
Dormir de bruços aumenta suas chances de ter sonhos eróticos, o campo magnético da Terra pode afectar seus sonhos (quanto menos a actividade magnética, mais esquisitos os sonhos ficam, de acordo com esse estudo), comer queijo antes de dormir pode afectar seus sonhos (dependendo do tipo de queijo, inclusive). Por essa, você não esperava.
(Fonte: um site do Brasil)
sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014
Arsenii Tarkovskii, três poemas
Cresce a névoa da vista – esse poder,
Duas luras em diamante invisíveis;
Surdo pela tempestade de outrora
E o bafo da casa de meu pai;
Nós cegos numa trança de músculos
Como bois velhos no campo arado;
E na noite não brilham mais
As asas do meu dorso.
Íamos, sem saber para onde,
Perseguidos por miragens de cidades
Derrotadas construídas no milagre,
Hortelã pimenta aos nossos pés,
As aves acompanhando-nos o voo,
E no rio os peixes à procura da nascente;
O céu, a nós se abrindo.
os primeiros encontros
cada momento passado juntos
era uma celebração, uma Epifania,
nós os dois sozinhos no mundo.
tu, tão audaz, mais leve que uma asa,
descias numa vertigem a escada
a dois e dois, arrastando-me
através de húmidos lilases, aos teus domínios
do outro lado, passando o espelho.
arsenii tarkovskii
8 ìcones
versão de paulo da costa domingos
assírio & alvim
1987
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| F. Hayez |
Três poemas de Avelino de Sousa
3 Poemas
Sigo as tuas pegadas pela praia
em busca de teu corpo de azevinho.
És como um búzio onde se ouve o mar,
como a onda que alaga e se retrai,
como um vinho novo que se bebe.
Sigo tuas pegadas, mas não te encontro.
És como a rocha aonde a vaga cai
e rebenta numa maré de espuma.
Ou te sumiste ou não mereço ter-te.
Por isso, agora há só o grito das gaivotas
e a luz tardia desmaiada :bruma
Avelino de Sousa, Poemas, 2005.
Disseste-me em surdina ao meu ouvido
palavras que não ouso revelar.
Todo o segredo havido entre nós dois
só o partilharemos com o mar.
Disseste-me palavras nunca ouvidas,
palavras de desejo, ciciadas,
que só os amantes pronunciam
e se fundem no som alto das vagas.
O que me disseste e o que eu te disse
p'ra sempre o haveremos de calar.
A não ser que outros amantes as escutem
na rebentação larga do mar.
Avelino de Sousa, In Poemas, 2005
Ias na proa da barca, singela.
Teu olhar vogava à flor das águas
e tua mão tocava-as, distraída.
Eu era teu barqueiro.
Fazia deslizar os remos, silencioso.
Mas já atearas em meu corpo
o rastilho do amor. E como a mariposa,
era atraído à tua chama intensa.
Só me falta arder no teu incêndio.
Avelino de Sousa, Poemas, Ed. de Autor, 2005
quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014
Poema
Na minha língua fala a montanha
quando oliveiras amadurecem
os seus frutos negros, mediterrânicos
Quando a cor rósea das cerejas
maduras incendeia o horizonte
Quando, no verão, estalam os cardos
sob os passos ligeiros dos amantes
que, à hora da sesta, se desnudam
em tufos de feno Na minha língua
há ainda estes trilhos de cabras
pó e seixos rolando sob os pés
descalços duma criança que vive
e grita, o puro animal feliz,
em alegres correrias e jogos
despreocupados Na minha língua
moram as palavras dessa criança
quando a noite acorda e cobre
de infinito e estrelas ínfimas
e esperança os seus olhos muito
abertos e povoados de anjos
e de palavras a nenhum exército
ou senhor entregues Na minha língua
fala a montanha que há em mim
e me chama, retinta de verdade
Poema de P. M. Carregã
terça-feira, 11 de fevereiro de 2014
Filipe de Magalhães | Missa De Beata Virgine Mariae
Filipe de Magalhães (1571-1652) - Missa De Beata Virgine Mariae
Kyrie
Gloria
Kyrie
Gloria
domingo, 2 de fevereiro de 2014
Paul Éluard
paul éluard / a morte o amor a vida
Julguei que podia quebrar a profundeza a imensidade
Com o meu desgosto nu sem contacto sem eco
Estendi-me na minha prisão de portas virgens
Como um morto razoável que soube morrer
Um morto cercado apenas pelo seu nada
Estendi-me sobre as vagas absurdas
Do veneno absorvido por amor da cinza
A solidão pareceu-me mais viva que o sangue
Queria desunir a vida
Queria partilhar a morte com a morte
Entregar meu coração ao vazio e o vazio à vida
Apagar tudo que nada houvesse nem o vidro nem o orvalho
Nada nem à frente nem atrás nada inteiro
Havia eliminado o gelo das mãos postas
Havia eliminado a invernal ossatura
Do voto de viver que se anula
paul éluard
algumas palavras (antologia)
tradução antónio ramos rosa e luiza neto jorge
quinta-feira, 23 de janeiro de 2014
Um humanista português: Damião de Góis
Damião de Góis
Damião de Góis, Anónimo, Escola Flamenga
Figura maior do humanismo europeu, Damião de Góis distinguiu-se como cronista e músico. Foi agente comercial e diplomata ao serviço de D. João III de Portugal, servindo a Coroa portuguesa com elevado sentido de patriotismo. Mas acima de tudo, foi um exemplo de tolerância religiosa, regendo-se por ideais de concórdia. No seu epitáfio tumular, escrito pelo próprio em 1560, podemos ler:


“Deus Todo-Poderoso. Cavaleiro português outrora fui; em negócios peregrinei por toda a Europa; sofri vários trabalhos de Marte; as musas, os príncipes e os varões doutos amaram-me com razão. Agora em Alenquer, aonde nasci, estou sepultado nesta campa até que aquele temível dia acorde estas cinzas.”
Damião de Góis nasceu em Alenquer, em 1502. Era filho do nobre Rui Dias de Góis, valido do Duque de Aveiro e da sua quarta esposa Isabel Gomes de Limi, de descendência flamenga.
Erasmo de Roterdão, Hans Holbein, o Jovem, 1523
Em 1511, então com 9 anos de idade, Damião entra para o Paço da Ribeira como pajem do rei D. Manuel I. Nesta qualidade recebe uma educação aprimorada. Entre 1523 e 1532 é escrivão da Feitoria Portuguesa da Flandres, em Antuérpia. Viaja por toda a Europa, tendo oportunidade de contactar com os grandes humanistas do seu tempo, como Erasmo de Roterdão, de quem se torna amigo. Conhece personalidades como Lutero ou Melanchton.
Propomos agora um momento musical, com uma das peças mais famosas da música renascentista – Propiñan de Melyor. A interpretação, de excelente qualidade, é acompanhada de belos exemplos da pintura do Renascimento.
Propiñan de Melyor, Anónimo, Cancioneiro da Colombina
Lisboa, Braun & Hogenberg, 1572
Em 1533, Damião de Góis é chamado a Lisboa para ocupar o cargo de tesoureiro da Casa da Índia; conseguindo escusar-se, parte em peregrinação para Santiago de Compostela.
Durante a sua breve estadia em Lisboa, conhece o embaixador etíope, o bispo Zaga-Zabo, a quem convidou a redigir um tratado sobre os dogmas e práticas da cristandade na Etiópia.
Já em 1534 inscreve-se na Universidade de Pádua, para completar os seus estudos humanísticos, publicando entretanto várias obras em latim.
Estimulado por outros humanistas, toma a iniciativa de traduzir para o latim o relato do religioso africano Zaga-Zabo, que resulta na obra Fides, religio Moresque Aethiopum, publicada em 1540.
Bet Giyorgis, igreja de Lalibela
Os cristãos etíopes, muito embora rodeados por muçulmanos e isolados do resto da cristandade, são perseverantes na sua fé. Ainda no século XIII esculpiram na rocha vulcânica o santuário de Lalibela, como alternativa de peregrinação aos cristãos impedidos de visitar Jerusalém, que tinha sido conquistada pelos muçulmanos. Na prática cristã etíope convivem ritos cristãos com observâncias judaicas, como a circuncisão, ou a guarda do Sábado. Neste quadro, Damião de Góis defende que é essa coexistência de observâncias judaicas com a doutrina cristã, a chave para conseguir a integração dos Judeus na Europa Ocidental, em vez de os perseguir e queimar. Claro está que o Cardeal D. Henrique, que tutelava a Inquisição, proibiu a circulação de Fides em Portugal.
Damião de Góis em desenho de Albrecht Dürer (detalhe)
Em 1539, Damião de Góis casa com a flamenga Joana van Hargen e frequenta de novo a Universidade de Lovaina. Em 1542 participa na defesa da cidade, então sitiada por Francisco I de França; oferecendo-se como mediador entre defensores e sitiantes, acaba por ser feito prisioneiro. Resgatado dois anos depois por D. João III, é-lhe concedido brasão e armas pelo imperador Carlos V.
Em 1545 regressa definitivamente com a família a Portugal. Nomeado por D. João III para mestre do príncipe D. João, Damião de Góis é indiciado pela Inquisição (ainda que sem sucesso desta vez) e o rei desiste da nomeação.
Gravura contemporânea sobre o massacre de Lisboa, de 1506, Anónimo, Torre do Tombo
Em 1548 é feito guarda-mor da Torre do Tombo, onde pôde encontrar condições favoráveis para escrever a Crónica do Príncipe Dom João e a Crónica do Felicíssimo Rei Dom Manuel (Lisboa, 1566-1567). É nesta última que Damião aborda a questão judaica sem rodeios. Referindo-se à passagem das famílias judias de Castela para Portugal (1492), e à matança dos cristãos-novos em Lisboa, em1506, não hesita em criticar os actos violentos cometidos. No primeiro caso, condenou os mestres das embarcações, que ao invés de garantirem o transporte de judeus para fora do reino, tiraram proveito da situação, explorando, violentando as mulheres, e humilhando todos; no segundo, classificou a acção da «turma de maos homens e dos frades» como «maldade com mor crueza», «feo e inhumano trato», elogiando o rei pelo castigo exemplar dos culpados.
O humanista Damião de Góis acreditava que todos, independentemente da sua confissão religiosa, tinham direito à sua dignidade; bateu-se, sobretudo, pelo ideal de que os cristãos deviam reger a sua vida pelos valores evangélicos. Em 1571 foi preso pelo Tribunal do Santo Ofício, sob a acusação de heresia, e condenado a prisão perpétua. Veio a falecer na sua casa de Alenquer em 1574, ao que parece assassinado.
Tentação de Santo Antão, Jerónimo Bosch (c.1500), MNAA
Sabe-se que Damião de Góis adquiriu algumas pinturas de Jerónimo Bosch, estando duas referenciadas - as Tentações de Job e as Tentações de Santo Antão. De resto, Damião de Góis apresentou como um dos argumentos de defesa contra a acusação de heresia que lhe foi movida pela Inquisição, o facto ter comprado e oferecido pinturas de Bosch; isto pela aceitação e apreço de personalidades insuspeitas, como o catolicíssimo Filipe de Espanha, que coleccionava obras daquele pintor.
No romance “A Sala das Perguntas”, dedicado a Damião de Góis, Fernando Campos leva-nos a uma viagem pelo interior do mundo fantástico do Tríptico de Santo Antão, de Jerónimo Bosch, que o escritor ilustra com versos de Gil Vicente.
segunda-feira, 20 de janeiro de 2014
Judeus Ilustres de Portugal
Judeus Ilustres de Portugal
de Miriam Assor
Judeus Ilustres de Portugal de Miriam
Assor, chega às livrarias ainda este mês. Uma extraordinária viagem do século
XV ao século XX é dada a conhecer as vidas de 14 homens e mulheres ilustres da
nossa História. Judeus ilustres, nas mais diversas área. Tais como a Ciência,
Medicina, Literatura, Liderança comunitária em que a sua contribuição para dignificar
e honrar o nosso país, marcando o universo histórico-nacional e fora do país. Entre
eles estão o célebre médico Amato Lusitano, a destemida empresária Dona Grácia
Naci, o famoso naturalista Garcia de Orta, o pensador Isaac Cardoso, o
cientista Pedro Nunes, o rabino Isaac Aboab da Fonseca e Alfredo Bensaúde,
fundador do Instituto Superior Técnico, em Lisboa.
Promete ser um livro excecional,
escrito sobre a alma judia. Numa temática bem investigada onde a verdade
predomina e nos emociona.
sexta-feira, 17 de janeiro de 2014
Os portugueses chegaram à Austrália antes dos ingleses?
Será que os portugueses chegaram à Austrália antes dos ingleses? Já sabíamos que os nossos navegadores eram uns patrões do mar, mas não assim tanto. E será que olharam para aquilo e disseram: “Bah, este bocado de deserto nunca vai valer nada! Vamos desenhar aquela vaca saltitona e tentar chegar a casa a tempo de ver a bola!”
A questão foi levantada quando alguém encontrou este canguru desenhado num livro litúrgico português, datado do final do século XVI (o livro, não o canguru). Como nessa época ainda não existia o National Geographic (excepto em casa de Jose Sócrates, como contará no seu próximo comentário televisivo), a conclusão logica seria que os portugueses chegaram antes dos ingleses à terra dos cangurus, e portanto, dizem alguns, a Historia deve ser reescrita.
Outros dizem que é um equivoco e aquilo não é um canguru mas outro bicho asiático. Eu voto no Panda do Kung Fu.
quinta-feira, 16 de janeiro de 2014
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